COMO SURGIU A IDEIA DAS CASAS?

Essa visão surge após ter chegado ao nosso conhecimento uma estratégia desenvolvida por irmãos em Cristo que pastoreiam igrejas bem sucedidas em nosso país e que também vinham observando uma tendência à acomodação em suas congregações, apesar do crescimento.

A primeira igreja que tivemos notícia foi a Comunidade Cristã de Ribeirão Preto, cujo processo foi denominado “Casas de paz”, baseada em Lucas 10, onde Jesus chama setenta discípulos, todos inexperientes na fé (novos convertidos, com certeza) e os envia a diversas cidades e aldeias, de dois em dois, com uma missão: encontrar pessoas que estivessem abertas para receber a presença do Senhor em suas casas, pois, na verdade a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos...(Lc 10:2).

Em momento algum ouviram de Jesus que seria fácil, pelo contrário, seriam como ovelhas no meio de lobos, mas com um grande propósito: Encontrar casas receptivas a ouvir e receber a declaração “Paz seja com esta casa - se ali houver um filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz...(v. 5b, 6). A sequencia do texto diz que os discípulos deveriam permanecer ministrando por um tempo nessa casa.
O resultado desse comissionamento foi maravilhoso, pois voltaram “cheios de alegria” por tudo o que viram o Senhor fazer.

Uma outra estratégia, baseada nos mesmos princípios, foi a da Igreja Jesus Vive de Brasília.
Ali, em vez de Casas de paz, o nome da campanha foi "Minha Casa: Um lugar de benção!". O texto base que eles utilizaram foi II Samuel 6:11 – "E ficou a arca do Senhor três meses na casa de Obede-Edom, e o Senhor o abençoou e a toda sua família”. Semelhante a Ribeirão Preto, os irmãos iriam de dois em dois, representando a Arca e levando a presença do Senhor, para abençoar os lares.

Outro exemplo bem sucedido foi o da igreja Edificando em Cristo, de São Paulo, uma das igrejas aliançadas à Comunidade Evangélica de Araçatuba. Ali, os pastores Fernando e Sônia, basearam a estratégia em Salmos 127:1 – "Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela".
O nome que adotaram foi: Edificando minha casa.

É possível afirmar que esta foi a maior campanha evangelística e com os melhores resultados já experimentados ali. Tinham como alvo 100 casas, mas, iniciaram a campanha com 150 casas e 600 pessoas que não conheciam a Jesus ouviam semanalmente a Palavra em suas próprias casas. O resultado final trouxe ainda maior alegria: 150 novos convertidos se integrando àquela igreja.. Uma colheita maravilhosa!

"CASAS DE PAZ" denomina então a estratégia implantada localmente pela Comunidade em consonância com a base bíblica que ampara, motiva e incentiva todos os esforços feitos (Lucas 10:5). A referência também presente no título e que remete ao que foi desenvolvido pela Comunidade Cristã de Ribeirão Preto, dá-se pela estreita amizade pessoal e ministerial cultivada entre os pastores de ambas as igrejas, havendo porém, especificidades em ambas as concepções e implantações, conforme o estilo, visão ministerial e diferentes necessidades locais de cada uma delas.

IMPLANTANDO

Desafiados pelo Senhor e pelos resultados das igrejas citadas (Ver "Como surgiu a ideia das casas?"), cremos num processo simples e eficaz de ganhar vidas e posteriormente integrá-las à nossa família, a Comunidade Evangélica de Araçatuba.
Todo o processo começa com a preparação das nossas células, onde os membros são desafiados, primeiramente, a se envolverem em oração para que famílias (casas) se abram à palavra de Deus. Paralelamente, os estudos das células são direcionados e específicos, no sentido de encorajar e instruir todos quanto à missão de saírem para encontrar e estabelecerem as casas, lembrando sempre que sairão de dois em dois. Além do tempo de preparação e organização, há também uma reunião geral com todas as duplas para instrução sobre como devem proceder nas casas, estudos a serem ministrados e unção por parte de todos os Pastores de Área para o envio dessas duplas.

NAS CASAS
Trabalha-se nas casas durante sete semanas e, para isso, tudo o que é feito em relação ao projeto é embasado por muita oração e preparo, com os ministradores munidos de convicção e entusiasmo. A reunião na Casa de Paz é objetiva, não durando, em média, mais que uma hora. As pessoas da familia anfitriã são incentivadas a convidar parentes e amigos que possam participar das reuniões. Em cada encontro na casa anfitriã, um tempo é separado para orar pelas necessidades da “Casa” que generosamente foi aberta.

AS DUPLAS
Os integrantes das duplas são chamados de SEMEADORES. O critério para a formação desses pares é que sejam pessoas comprometidas com a célula e a igreja e que tenham concluído a Classe de Integração e ido ao Encontro com Deus. Eventualmente e, a critério do Pastor de Área, uma pessoa que está iniciando sua trajetória na Comunidade, mas que está dando sinais claros de seu compromisso com a igreja, poderá ser enviada.

SUPORTE
Os estudos apresentados nas casas não são reflexões autônomas dos ministradores, mas constitutem um kit com 06 aulas escrito e revisado pelo presbitério da CEA. No sentido de auxiliar também os mais tímidos ou aqueles que possam se sintir inibidos ou mesmo incapacitados, são fornecidos os mesmos estudos em vídeo (DVD) que poderão ser utilizados na íntegra ou apenas como um condutor do estudo para os ministradores.

Dúvidas

1. Qual o critério para a formação das duplas? Um dos participantes tem que ser líder ou que tenha concluído o curso de líderes?
Não! Cabe ao líder da célula a definição e acompanhamento das duplas, onde alguns fatores devem ser considerados, tais como: afinidade, facilidade de se encontrarem e, na medida do possível colocar alguém mais maduro junto a um menos experiente. Não temos restrição para que o casal trabalhe junto.

2. Poderão ser formadas duplas envolvendo pessoas de células diferentes?
Entendemos que não é recomendável pois dificultaria a supervisão.

3. Quantas “casas” cada pessoa pode abrir?
Não existe limite. Por se tratar de evangelismo, quanto mais, melhor! Como se trata de um esforço evangelístico de duração limitada, se houver disposição e tempo para abrir várias em endereços diferentes, podem e devem fazer.

4. Pode alguém começar a frequentar uma “casa” no meio do processo sem ter recebido as primeiras ministrações?
Sem dúvida! Para a salvação de vidas não há restrição.

5. Como se dará o acompanhamento das duplas que foram enviadas a abrir as “casas”?
O acompanhamento por parte do líder é imprescindível. A cada 15 dias deve ter um tempo para ouvir as experiências e dificuldades, bem como, encorajá-los, orar com eles e passar as orientações necessárias.

6. Vamos levantar ofertas como fazemos nas células?
Em hipótese alguma. Isso só geraria desconfiança desnecessária.


7. Ao término do processo a “casa” se tornará uma célula?
Não. Aquela casa era apenas um local de evangelismo e, para se tornar uma célula em definitivo, obedeceria os passos normais da igreja.

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